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A Garça-real é o mais recente

Parque Biológico da Serra da Lousã garante sobrevivência de animais selvagens

O Parque Biológico da Serra da Lousã informa que os visitantes já podem observar  uma Garça-real.

A recepção da Garça-real  resulta de parcerias que o Parque possui com centros de recuperação, neste caso com o Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Montejunto (CRASM), situado na aldeia de Tojeira.

Os animais por vezes são encontrados feridos, maltratados, debilitados e a missão dos centros de recuperação é recuperar estes animais e devolve-los à natureza. No entanto, algumas vezes os animais ficam irrecuperáveis e não é possível a sua devolução à natureza e surgem os parques de acolhimento, como é o Parque Biológico da Serra da Lousã. Assim, existe uma parceria benéfica dos centros de recuperação com os Parques, que após tratarem os animais necessitam de vagar as instalações para receber novos animais.

O Parque Biológico orgulha-se de poder prestar este auxilio aos animais, que sem ajuda estariam condenados á morte. Esta ajuda só é possível graças as receitas obtidas com a venda de bilhetes aos visitantes. As pessoas ao comprar o bilhete sabem que apoiam a vida destes animais e contribuem para criar postos de trabalho para pessoas vitimas de exclusão laboral, uma vez que a maioria dos trabalhadores são pessoas com deficiência ou doença crónica.

A Garça-real (Ardea cinerea), pertence à família Ardeidae, e é a maior das garças da Europa e de Portugal, com cerca de 1m de comprimento e 2 kg de peso. Destaca-se pelo seu longo pescoço, o corpo é em tons de cinzento, preto e branco, o bico amarelo e as patas bejes. A sua alimentação é variada, podendo alimentar-se desde peixe a anfíbios, pequenos mamíferos, insectos, répteis e por vezes captura crustáceos, moluscos, aves e matéria vegetal. A garça-real nidifica em Março, geralmente em colónias e com posturas de 3 a 5 ovos. Encontra-se distribuída em todo o país e frequentemente avista-se perto de zonas húmidas (água doce ou salobra), nomeadamente perto de estuários e lagoas costeiras.

Um particular também ofereceu ao Parque um furão.

O furão ((Mustela putorius furo) é um carnívoro que pesa em adulto entre 600g a 2kg e mede 35 a 60cm de comprimento. O pelo apresenta diversas tonalidades e muda duas vezes por ano, uma na Primavera e outra no Outono. O seu tempo de vida médio situa-se entre os 6 a 8 anos, mas podem chegar aos 10. São animais muito curiosos, irrequietos e bastante sociáveis.

A época de acasalamento vai de Março até Setembro, sendo o período de gestação de 40 a 44 dias, após o qual nascem entre 1 a 15 crias, sendo a média 6 a 8. As fêmeas podem ter 2 ninhadas por ano.

Trata-se de uma espécie descendente da doninha europeia, que está junto do Homem há milhares de anos, quer pela sua habilidade para caçar, quer como animal de companhia. Alguns autores creem que foram domesticados pelos egípcios, mas existem outras provas que dizem que a sua domesticação pode ter ocorrido antes, na Grécia Antiga.

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