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“É bom, devia haver mais instituições como esta”

Candidato presidencial visita ADFP e Ramal da Lousã

Henrique Neto, candidato à Presidência da República, visitou a Fundação ADFP, Parque Biológico da Serra da Lousã e as obras suspensas do Ramal da Lousã.

Recebido no Centro Social Comunitário por Jaime Ramos, Presidente do Conselho de Administração da ADFP, dirigentes e coordenadores, visitaram as valências sociais e de saúde da Instituição.

Henrique Neto nasceu em Lisboa, iniciou a sua atividade profissional como operário, tendo em 1975 fundado a sua própria empresa. Desenvolveu atividade política ativa na oposição ao antigo regime, sendo candidato da Oposição Democrática pelo Distrito de Leiria nas eleições de 1969. Foi Deputado na Assembleia da República pelo Partido Socialista na legislatura de 1995-1999 e Vice-Presidente da Direção da AIP – Associação Industrial Portuguesa.

Na recém-inaugurada Residência Respeito, unidade de apoio a pessoas com deficiência com 30 camas, Henrique Neto mostrou-se surpreendido com as “condições de luxo” que a ADFP proporciona aos seus utentes, tendo em conta o baixo custo de investimento nas infraestruturas. A ADFP reflete um “upgrade social” em termos de trabalho comunitário e investimento social.

Revelou-se comovido nesta visita, referindo que “em Portugal existem instituições e pessoas notáveis que criaram e desenvolveram respostas sociais ao serviço de pessoas com incapacidades várias, proporcionando-lhe felicidade num mundo muito competitivo e agreste”. Mas também preocupado por “verificar que os portugueses, neste momento, desenvolvem agressividade e desilusão com o sistema político”, e acrescentou, “o conhecimento destas instituições pode contribuir para a resolução”. A comunicação social tem um papel muito importante, na medida em “pode dedicar mais tempo ao que fazemos de muito bom no nosso país e talvez houvesse mais gente a dedicar-se a este tipo de obras”.

Seguiu depois para a Rua da Estação, onde testemunhou a desativação do Ramal da Lousã em 2010, por ordem do Governo do Eng.º Sócrates, para dar lugar ao Metro Mondego. Recentemente o Governo anunciou optar por uma solução sem carris, tipo BRT, a ligar Serpins a Coimbra, incluindo " linhas " de "metro" no interior da cidade.



“Existe inteligência estratégica e estupidez estratégica, a destruição do Ramal é seguramente a estupidez estratégica”

Junto à antiga estação da CP em Miranda, Henrique Neto cumprimentou populares que aguardavam pelo transporte da rodoviária para Coimbra/Lousã.

Presentes estavam alguns elementos em representação do Movimento Cívico de Defesa do Ramal da Lousã, nomeadamente António Simões, Lídio Gonçalves e José Ribeiro. Explicada a problemática do ramal pelo porta-voz, Jaime Ramos, Henrique Neto mostrou-se indignado com o processo de destruição e abandono da obra por falta de verba.

“Depois de investido 100 milhões de euros numa obra inacabada e sem utilidade, como é que se pode considerar 150 milhões de euros muito dinheiro para colocar um sistema de transporte sobre as infraestruturas já criadas.”

Já no Espaço da Mente, no Parque Biológico da Serra da Lousã, e de frente para a coleção relativa aos caminhos-de-ferro/Ramal da Lousã, referiu que Portugal tem-se concentrado demasiado sobre a rede rodoviária, desvalorizando o transporte ferroviário.

“A ideia de que as pessoas apenas querem andar de carro é errado, o transporte público é o futuro, uma solução viável no transporte de pessoas, mas também mercadorias”, aquilo que considera uma inteligência estratégica.

Visitou, ainda, o Hotel Parque Serra da Lousã, unidade hoteleira de 4* situado junto ao Parque Biológico e Parque de Lazer da Quinta da Paiva, que aguarda licenciamento para poder funcionar. Terminou com almoço no Restaurante Museu da Chanfana, e degustação de uma ementa tradicional de sopa de casamento, chanfana e nabada.

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