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“A Floresta é de todos nós: como protegê-la”

Baldios de Vila Nova no CATL da Fundação ADFP

Dulce Margalho, dos Baldios de Vila Nova, esteve no Centro de Atividades de Tempos Livres da Fundação ADFP, numa acção de sensibilização sobre a protecção da floresta, realizada no dia 10 de agosto e destinada às crianças do 1º e 2º ciclo.

“Há um incêndio em Castanheira de Pera que já está muito perto de Vila Nova, no concelho de Miranda do Corvo. Os Baldios de Vila Nova concernam uma área total de mil hectares (para quem gosta de futebol, um hectare é mais ou menos um campo de futebol, logo podemos imaginar mil campos de futebol na Serra da Lousã. Esta área é limpa e protegida por nós.)”, começou por dizer Dulce Margalho.

Dulce Margalho cativou a jovem plateia com noções muito simples, e iniciou o seu discurso respondendo à questão que ela própria lançou o que é afinal a floresta?

Fez uma breve explicação da fauna e flora existente, incindindo nas espécies mais abundantes na Serra da Lousã. Explicou as caracteristicas principais das árvores existentes, como o eucalipto e o pinheiro. Fez também referência à regeneração da floresta e sua importância.

Recursos renováveis e não renováveis

Algumas das crianças já tinham participado em acções sobre o mesmo tema e plantado uma árvore, o que levou Dulce Margalho a interrogá-las se elas se lembravam de recursos renováveis ou não renováveis?

“Os renováveis são aqueles que existem na Terra, mas que a própria Terra, o próprio planeta consegue renovar, ao contrário dos não renováveis que são aqueles que o planeta não consegue renovar em vida útil. O Sol é renovável, nós temos sempre Sol, a água é renovável, nós vamos tendo sempre água, a Biomassa, que é o resíduo, o que sobra das florestas, e que é renovável. Mas ela só é renovável se nós deixarmos a floresta regenerar, caso contrário ela pode acabar por desaparecer também”, explicou.

Quais são as principais funções da floresta?

“A produção de madeira. As cadeirinhas onde estão sentados e as mesinhas parecem ser de madeira, assim como os bancos de jardim onde vocês gostam de se sentar,para descansarem um bocadinho também são de madeira, como também as mesas e cadeiras onde se sentam em casa para comer, enfim, vocês costumam ir às piscinas da Quinta da Paiva, aquelas mesinhas de pic-nic que lá estão, é tudo de madeira, tudo isto precisa de madeira, que só encontramos na floresta”, sublinhou.

Dulce Margalho deu mais exemplos: “A pasta de papel, o papel que vocês usam para escrever ou desenhar, leva madeira, por isso é que há tantos eucaliptos em Portugal, ele é A cortiça, que é a casca do sobreiro, e destas três árvores que vos dei exemplo utilizado para fazer a pasta de papel, para se transformarem em cartolinas, entre outros., o sobreiro é a única que não é preciso cortar a árvore: retira-se a cortiça, deixa-se crescer nove anos, volta-se a retirar a cortiça, e esta serve para o isolamento de paredes, nas rolhas das garrafas, nos infantários em que se revestem as paredes porque, para além de amortecer as quedas dos meninos que normalmente são muito rápidos a correr, e dão com as cabeças na parede, a cortiça também isola do frio e do calor, mantendo a temperatura mais estável”.

Finalmente, falou da importância não só dos comportamentos das pessoas que visitam as florestas (não fazer fogueiras, não fumar, entre outras) como também da acção dos Bombeiros e dos Sapadores Florestais que têm um papel fundamental na prevenção dos incêndios.

Seguiu-se uma animada sessão troca de experiências, com perguntas e respostas entre as ciranças e Dulce Margalho. Esta iniciativa enquadra-se perfeitamente num período em que vivemos o flagelo dos incêndios, dirigida aos mais novos e apelando à valorização da nossa floresta e mudança de comportamentos, e foi organizada pelo Clube UNESCO Trivium e o Centro de Atividades de Tempos livres.

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